Sexta à noite fui assistir "Alice no País das Maravilhas" com D., e isso dá a deixa para comentar várias coisas que aconteceram nos últimos tempos relacionadas às minhas paixões.
Começando pelo último álbum lançado pelo Rammstein em outubro, que eu ainda não tinha escutado. "Liebe Ist Für Alle Da" (O amor é para todos) é pesado e as letras são tão explícitas que teve até faixa censurada ("Ich Tu Dir Weh", algo como "Eu te machuco"). Vale a pena conferir.
Também devo comentar, após o início do Campeonato Brasileiro 2010, que meu Grêmio parece ter finalmente reencontrado o eixo, depois de passar pelas mãos de dois técnicos que não levaram nenhum título para o clube. Só nesse começo de ano já foi campeão do primeiro turno do Campeonato Gaúcho, depois campeão deste mesmo torneio enfrentando o campeão do segundo turno, agora disputa com o Santos uma vaga na final da Copa do Brasil e, com time misto, começou o Brasileiro com um empate em zero ontem. Que venham mais vitórias, porque cansei de ver os queridinhos da imprensa ganharem tudo. (E na Libertadores estou torcendo pelo Flamengo, rá!)
Voltando às artes, fui a uma exposição e me apaixonei perdidamente pelo trabalho da fotógrafa Irina Ionesco, que eu até então desconhecia e descobri que, além de ser fantástica e ter um belo status no universo da moda, trabalhou na última "Plastic Dream", revista/catálogo da Melissa.
Ontem eu perdi a peça "Bacantes" no Teatro Oficina e a manifestação pela preservação do Edifício Dumont-Adams, por não estar me sentindo muito bem. O tempo seco e o excesso de poluição vinham me corroendo a garganta desde o início da semana e acabei acordando meio resfriada (ou com a rinite atacada, alguma coisa bem incômoda), preferi ficar em casa me cuidando já que o TGI está em processo de finalização e tudo que meu grupo e eu não precisamos é que alguém fique "inutilizada" agora.
Mas há um tempinho fui à peça "Cinema" no Teatro do Sesi. Se as peças em cartaz lá geralmente não têm o apelo do circuito comercial, essa certamente é recordista: no palco uma platéia, quase sem diálogos, sem um enredo central, inexplicável. Felipe Hirsch acertou novamente - como em "Avenida Dropsie", "A Educação Sentimental do Vampiro" e outros trabalhos seus. Aproveitei para, algum tempo depois, assistir ao primeiro filme dele, "Insolação", que foi exibido no Festival de Veneza e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Inspirado pela literatura russa, o filme é denso, fato incomum no cinema nacional. Destaque para a participação do ator Paulo José, que está encenando até junho no Sesc Santana uma peça baseada nos textos de Ana Cristina César, "Um Navio no Espaço", que pretendo assistir em breve.
Também vi "Ilha do Medo", filme de Martin Scorcese, novamente com Leonardo DiCaprio. Muito bacana, me lembrei de um mais antigo do diretor - "A Última Tentação de Cristo" - por plantar dúvidas no expectador.
E, por fim, "Alice no País das Maravilhas". O longa já foi alvo de elogios, comparações e críticas. Só lamento que até agora não tenha encontrado muitos textos que saibam pesar o filme para poder falar sobre ele. Eu diria que não é o melhor do Burton, o roteiro é bem diferente do que eu esperava. Mas não é um filme ruim por isso, como não é ruim que use computação gráfica ou que não tenha a complexidade 3D de "Avatar". "Alice" não é "Avatar", não é um filme independente (alguém acha mesmo que o Tim Burton ia poder fazer algo muito lado B com o patrocínio da Disney?) e não conta a história do livro. E é bem legal, tem figurinos excelentes e a rebeldia adolescente da Alice da tela tem tudo a ver com a Alice do livro, que questionava tudo. Eu recomendo para pessoas que saibam assistir filmes sem querer bancar o Dr. House e ficar reclamando de tudo.
E fim, que agora vou me entregar aos trabalhos da faculdade.
1 comentários:
gosto desses posts culturais! beijos!
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